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sexta-feira, 10 de maio de 2013

Resenha: 72 Horas Para Morrer (Ricardo Ragazzo)


Título: 72 Horas Para Morrer
Autor: Ricardo Ragazzo
Editora: Novo Século
Nº de páginas: 254
Sinopse: Pior do que conhecer um Serial Killer, é um Serial Killer conhecer você! “O Carro pertence à sua namorada.” Com essas palavras, Júlio Fontana, delegado da pacata cidade de Novo Salto, tem a vida transformada em um inferno. Pessoas próximas começam a ser brutalmente assassinadas, como parte de uma fria e sórdida vingança contra ele. Agora, Júlio terá que descobrir a identidade do responsável por esses crimes bárbaros, antes que sua única filha se torne o próximo nome riscado da lista. 72 Horas para Morrer é uma corrida frenética contra o tempo, que prenderá o leitor do início ao fim.







Entre erros e acertos Ricardo Ragazzo apresenta-nos um thriller policial interessante, mas não empolgante

72 Horas para morrer é um thriller policial que vem recebendo boas críticas pela blogosfera desde o seu lançamento em 2011, e como a literatura nacional tem mostrado uma qualidade alta nos últimos anos fiquei logo curioso para conferi-lo, e a chance de lê-lo surgiu recentemente no Book Tour realizado pelo blog Sybil’s Page. Devo admitir que eu me decepcionei um pouco com o livro, apesar de suas cenas fortes e cheias de ação algumas características da narrativa do autor me incomodaram e impediram que eu aproveitasse totalmente a leitura.

Não se deixem enganar pela espessura do livro, apesar de não aparentar ele possui muitos acontecimentos, personagens e reviravoltas ao seu decorrer, o seu tamanho diminuto se deve à sua narrativa direta e sem rodeios, algo que pode ser positivo ou negativo dependendo de qual trecho dele você estiver lendo, nas cenas de ação isso é muito bom, a rapidez dos acontecimentos fez com que eu sentisse a adrenalina e a pressão que estava sobre os personagens naquele determinado momento, mas em outros momentos do enredo isso provou ser um tiro pela culatra, pois dificultou que eu me conectasse de maneira profunda com alguns personagens ou ficar intrigado com as pistas que surgiam na investigação, afinal eu não tinha tempo suficiente para refletir e absorver o que estava ocorrendo pois tudo era contado de maneira veloz.

Algo que me agradou é a mudança frenética do foco narrativo, Julio é o protagonista da história, porém em vários momentos acompanhamos o ponto de vista de outros personagens, o que em alguns momentos é muito útil pois lembra os filmes e ação que vemos na TV, com várias situações ocorrendo ao mesmo tempo.

Todos os personagens foram bem criados e possuem mistérios que aos poucos foram sendo revelados e eu tive muitas surpresas, o único personagem que poderia ter sido criado com mais cuidado é o protagonista Julio, já as suas reações às vezes são exageradas demais ou não são tão realísticas, já Laura, a filha do protagonista poderia ter sido excluída da trama e não faria falta, ela é de longe a personagem mais irritante e chata que tive o desprazer de conhecer, quando ela surgia em cena tudo o que eu queria é que ela fosse a próxima vítima do assassino, assim ela poderia parar de perturbar a mim e todos a sua volta.

O desfecho do livro é bem polêmico, a maioria dos leitores odiou, mas existem aqueles que adoraram, eu gostei porém achei um tanto estranho, tenho a impressão de que o autor queria tanto criar uma solução chocante e inesperada para o mistério que acabou fugindo totalmente do gênero do livro, mas como eu disse eu gostei, mas achei esquisito.

72 Horas Para Morrer irá agradar aqueles que gostam de leituras com uma narrativa ágil, porém aqueles que gostam de algo mais detalhado talvez não o apreciem tanto.

Para aqueles que querem saber um pouco mais sobre o livro eu vou deixar aqui o link para o excelente vídeo resenha que o Danilo fez sobre o livro.


Nota: 7.0


Promoção

O Clube dos Viciados em Livros e Filmes  participa juntamente com os blogs Sybil's Page, Coolture News, Mundo Otaku, Coração de Tinta e Cantina do Livro do Booktour do Livro 72 Horas Para Morrer. Para concorrer um exemplar do livro + um livro surpresa, basta comentar nessa postagem e em seguida ir NESSE LINK e preencher o simples formulário. Portanto, não deixem de comentar.

Aos participantes, boa sorte!

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Resenha: Bem Mais Perto (Susane Colasanti)

Título: Bem Mais Perto
Autora: Susane Colasanti
Editora: Novo Conceito
Número de Páginas: 240
Sinopse: Quando Brooke descobre que o amor de sua vida, Scott Abrams, está se mudando do subúrbio de New Jersey para Nova York, ela decide segui-lo até lá. Viver com o pai ausente e se adaptar a uma escola totalmente nova são desafiantes para ela — e as coisas ficam ainda piores quando ela descobre que Scott já tem uma namorada. Mas como ela aprende a sobreviver na cidade grande, começa a descobrir todo um novo lado de si mesma e percebe que, às vezes, o amor pode te encontrar mesmo quando você não está olhando para ele.





 

Mesmo que a narrativa de Susane Colasanti tenha algumas falhas, o livro tem uma boa história, que apesar de ser simples é muito agradável e gostosa de ler.

Quando eu escolhi este livro como a minha próxima leitura foi porque ele parecia oferecer um pouco de entretenimento para eu relaxar da vida agitada de universitário, e ele cumpriu a sua missão, não me surpreendeu, mas também não decepcionou. No começo a protagonista é sem dúvida alguma aquele clichê que vemos nos livros ou filmes de romance juvenil, uma adolescente loucamente apaixonada por um garoto que nem sabe que ela existe e que faz qualquer coisa para ficar perto dele, chegando a fazer a loucura de mudar de cidade, deixando para trás seus amigos e família.

Felizmente o cenário muda depois de alguns capítulos, e apesar de Brooke ser extremamente ingênua quando se trata de garotos ela tem muita experiência de vida, afinal o seu pai abandonou ela e a sua mãe quando ela era criança, e a sua mãe depois disso se tornou uma pessoa muito amarga e difícil de se conviver, e esses dramas familiares são um dos pontos fortes do livro, pois dessa maneira ele não ficava focado apenas no romance.

Outro ponto positivo do livro é a evolução da protagonista durante a história, ela vai deixando de ser uma garota apaixonada e ingênua para se tornar aos poucos uma pessoa mais madura, e para mim foi um prazer acompanhar o crescimento dela.

Acho que o que impediu o livro de ser bem melhor foi a narrativa da autora, eu não sei se ela era inexperiente quando o escreveu ou se esse é apenas o estilo dela, mas durante vários momentos eu senti falta de uma descrição melhor do ambiente, dos sentimentos e das reflexões de Brooke, porque algumas cenas que deveriam ter sido muito dramáticas e marcantes para a trama acabaram não tendo efeito algum em mim justamente por causa da rapidez com que ela narrou tais cenas.

Para a minha felicidade Susane conseguiu encerrar o livro de maneira satisfatória (o que não achei que ela conseguiria) todos os personagens tiveram um destino feliz e todos os dramas tiveram uma resolução. Se você está a fim de relaxar lendo uma história recheada amor juvenil e de dramas familiares este é o livro certo para você, por outro lado, se você procura algo mais complexo passe longe dele.

OBS: Um fato curioso deste livro é que a autora não cita as características físicas de Brooke e de alguns personagens no decorrer da história, então eu tive que literalmente criá-los na minha mente, mas eu não consideraria isso como um ponto negativo, afinal não me incomodou nem um pouco, só achei curioso porque nunca presenciei isso em um livro antes.

OBS²: Este é o primeiro chick-lit que eu leio e quero investir mais neste gênero, então se vocês conhecerem outro livro assim (com qualidade), por favor, me indiquem.

Nota: 7.0

Book Trailer

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Resenha: Os Malogrados (Manoel Flor dos Santos)

Título: Os Malogrados
Autor: Manoel Flor dos Santos
Editora: Clube dos Autores
Número de páginas: 292
Sinopse: Romance que evidencia os obstáculos que as pessoas tinham no amor, nos desejos e nas conquistas de uma vida prazerosa. Além do mais, fala do ser forte e do fraco, delineando seu comportando em várias situações. Fatos envolvendo o sofrimento dos marginalizados da época, como escravos, mulheres, cristãos-novos estão bem focados. O tema sobre o Iluminismo e a Inquisição tem grande respaldo, em virtude de apresentar personagens idealizadores da primeira vertente, mas também há aqueles opositores, seguidores árduos da Igreja, como um inquisidor basear-se em premissas defendidas na época da Inquisição da Idade Média; ele passa a manifestar-se numa era de revoluções e transformações, opondo-se aos novos ideais Iluministas e políticos. Em suma, a obra descreve a incessante busca de ideais dos personagens.

Um retrato fidelíssimo do século 18 e do povo daquela época, perfeito para conhecer mais sobre o comportamento e o pensamento dos indivíduos de um dos períodos mais negros da história.

A Idade Média também é conhecida como A Idade das Trevas por causa do baixíssimo desenvolvimento científico que ocorreu nesse período, mas precisamos admitir que no século XVIII a situação não melhorou muito, as condições em que os negros se encontravam eram mais do que lamentável, e o controle da igreja sobre as pessoas era absoluto, ou você contribuía de algum modo com ela ou você virava um pária, e são essas situações que o livro retrata.

O início da leitura é um pouco atribulado, pois o autor não tem rodeios e já joga as informações no colo do leitor e eu precisei prestar bastante atenção para acompanhar, mas depois de alguns capítulos eu já havia me acostumado com a narrativa e me entrosado com os personagens, então pude seguir a leitura sem problemas. Também devo ressaltar que fiquei feliz de ver uma representação fiel do século 18, é extremamente irritante quando um autor não tem o cuidado necessário para descrever épocas antigas (lembram de O Juramento de Dragon?).

Talvez o melhor ponto do livro seja a sua narrativa, ela não é descritiva demais e nem é muito direta (algo que ocorreu no livro anterior de Manoel), ela é um meio termo, então qualquer tipo de leitor (experiente ou não) pode lê-lo sem problemas. Eu logo percebi que apesar de sua narrativa simples o livro tem uma trama bem complexa e densa, em cada capítulo existe algum acontecimento importante ou algum diálogo impactante, sem falar que ele possui uma gama extensa de personagens, e apesar disso ser um ponto positivo não deixa de ser um pouco frustrante às vezes, pois quando eu estava ansioso para saber o destino de um determinado personagem ou o que ele faria em seguida sempre demorava um pouco para descobrir, pois o ponto de vista dos capítulos sempre era alterado.

Não tenho o que reclamar do desenvolvimento dos personagens, cada um tem o espaço que merece, as minhas prediletas são Marta e Constantina, que comparadas com o resto das pessoas dessa época são muito ousadas e revolucionárias.

Se você é do tipo de leitor que aprecia livros com conteúdo histórico é recomendável que você confira este livro.

Nota: 8.0

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Resenha: Ordem e Progresso (P.P.F. Simões)


Título: Ordem e Progresso
Autor: P.P.F. Simões
Editora: Novos Talentos da Literatura Brasileira
Páginas: 317
Sinopse: Samantha Albuquerque com veemente esforço conquista o sonhado diploma de pós-graduação e finalmente surge a oportunidade tão esperada para trabalhar em sua área, assim que é contratada a ingressar no IMCSP (Imigrantes da cidade de São Paulo). Não obstante, todos os países do mundo começam a sofrer fenômenos naturais e sobrenaturais causando um grande alvoroço na mídia escrita e virtual, nas conversas pelos corredores de multinacionais e nos bares de esquina. Com exceção ao único país que parece ser isento desta estapafúrdia, sendo a nossa pátria amada. E sem se dar conta, seja a própria personagem ou o governo brasileiro, Samantha terá que se virar sozinha numa repartição pública sem nenhum recurso, esbarrando na burocracia constantemente, ficando impotente em ajudar os novos imigrantes que em nosso país não cessam em chegar, que atravessam as fronteiras com o único objetivo de sobrevivência. 

Este livro chegou até mim por meio do Book-Tour organizado pelo blog Word In My Bag


Tirando algumas reflexões inoportunas e um final um tanto decepcionante, Ordem e Progresso é um livro muito profundo e marcante que trata dos problemas sociais do Brasil de uma forma muito real e crua (leitura obrigatória para todos os brasileiros!).

Tenho muito orgulho de dizer que li esse livro, apesar de ser iniciante no meio literário, Simões conseguiu condensar praticamente todos os problemas que impedem o nosso país de evoluir em uma história extremamente interessante.

A escrita do autor é bem rebuscada então eu não recomendo o livro para leitores inexperientes, pois eles irão encontrar uma leitura um tanto difícil, e também não recomendo o livro para aqueles que procuram apenas algo para se divertir e passar o tempo, a história é complexa e exige bastante atenção do leitor.

O mundo está sofrendo uma série de catástrofes gravíssimas que obrigam as pessoas a procurar abrigo em outros países, o Brasil é um dos poucos países que não foi afetado pelas catástrofes e é invadido por vários imigrantes que procuram ajuda para a sua situação, enquanto isso Samantha, a protagonista, termina de completar a sua pós-graduação e consegue um emprego em um órgão do governo e está muito feliz ao lado de seu namorado Albertino.

O mais incrível do livro é como o autor consegue mesclar perfeitamente temas como romance, drama e política ao mesmo tempo em que acompanhamos Samantha tentando construir o seu futuro, nós vemos a situação horrorosa que o mundo vive e maneira monstruosa como o governo lida com os imigrantes. Não é novidade para ninguém que os políticos brasileiros conseguem ser bem indiferentes e cruéis para com seu próprio povo quando querem, mas nessa trama isso chega ao auge, eles precisam encontrar uma solução rápida e eficiente para acabar com a avalanche de imigrantes entrando no país e para se livrar daqueles que já estão aqui, e quando vocês lerem o livro vão concordar que a solução foi extremamente chocante.

Mesmo sendo um excelente livro de estréia, ele contém alguns defeitos, que se não fosse cometidos teriam deixado o livro entrar na minha lista de favoritos, como por exemplo, as várias reflexões que o autor faz durante a narrativa, em alguns momentos ele exagera, deixando a história maçante, e o final foi um tanto decepcionante, vejam bem, depois de presenciar situações muito fortes no meio do livro a trama vai ficando mais leve, e o final, que deveria ser o clímax, acabou não sendo tão empolgante.

Nota: 9.0 

Sorteio!!!


Quando essa resenha atingir a marca de 10 comentários relevantes eu vou fazer um sorteio de 5 marcadores de livro, não se esqueçam de colocar o e-mail de vocês no comentário para eu poder entrar em contato.
OBS: Comentários do tipo “adorei a sua resenha você escreve muito bem, quero ler esse livro, abraços”, serão desclassificados do sorteio.
Boa sorte!

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Resenha: O Juramento de Dragon (P.C. Cast e Kristin Cast)

Título: O Juramento de Dragon
Autoras: P.C. Cast e Kristin Cast
Editora: Novo Século
Nº de Páginas: 159
Sinopse: O misterioso passado de Dragon é revelado neste primeiro livro de uma nova série das premiadas autoras best-seller do New York Times e do USA Today. Nos primeiros anos do século XX, bem antes de se tornar professor na Morada da Noite de Tulsa, Bryan Lankford é um adolescente humano cheio de si, seguro de que pode sair bem de qualquer situação… Até que seu pai, cansado do filho problemático, decide expulsá-lo para a América. Quando Bryan é marcado por um vampiro nas docas, é dada a ele uma escolha que mudará seu destino: seguir em um navio sombrio para o continente americano ou permanecer na Morada da Noite de Londres.

 
Atenção! Essa resenha contém alguns spoilers da série House of Night. Leia por sua conta e risco!


Legendas úteis na leitura da resenha:
HoN = House of Night

As autoras de House of Night decidiram expandir um pouco o universo de sua saga mais famosa, infelizmente por puro descaso ou quem sabe até preguiça,  o livro que conta a história da juventude de Dragon ficou muito aquém das expectativas.

Acho que a melhor maneira que iniciar a resenha é dando um aviso: Se você não leu até o 8º livro da série HoN você não deve ler esse livro, pois ele inicia logo após os acontecimentos de Despertada, então se você arriscar vai acabar lendo grandes spoilers.

Bem, no início do livro nós vemos um Dragon muito depressivo por causa da perda de seu amor, e então ele começa a relembrar um pouco da sua juventude, quando se tornou um vampiro e conheceu o amor de sua vida. É bem interessante conhecer a história de Dragon, com certeza é, mas durante a leitura do livro eu senti que P.C. e Kristin não se esforçaram realmente para escrever as origens do professor, o livro é curtíssimo e parece mais um conto, fiquei me perguntando se era realmente necessário lançar um livro com uma história tão curta, como elas planejam contar as origens de várioa personagens importantes talvez elas pudessem juntar as origens de todos os professores e lançar em um livro apenas, ou então terem se esforçado mais para desenvolver essa história, a impressão que ficou foi que elas escreveram de qualquer jeito, apenas para lançar mais um livro e ganhar dinheiro.

A capa é muito bela e a diagramação também, quando um novo capítulo se iniciava tínhamos uma ilustração que exibia algum acontecimento marcante do capítulo, algo que gostei muito pois era possível visualizar bem os personagem e as certas cenas do livro.

As autoras cometeram um erro gravíssimo na hora de escrever, todos que já leram HoN sabem que a série é escrita de maneira simples, com diálogos simples e com muitas gírias, afinal o livro é narrado por uma adolescente para leitores adolescentes, mas nada justifica a linguagem extremamente atual usada nesse livro, será que as autoras não sabem que no século 19, principalmente na Europa a linguagem era muito mais rebuscada?

Como eu não gosto de abandonar um livro eu decidi persistir, o Dragon jovem é bem diferente do sábio professor, ele é muito arrogante e imaturo, Anastasia por outro lado é bem esperta para a sua jovem idade e ela é a melhor personagem do livro. O romance entre os dois protagonistas surge de maneira rápida, mas não chega a ser ridiculamente inverossímil como foi a paixão entre Zoey e Stark no livro Indomada.

No final as coisas melhoram um pouquinho, as autoras conseguiram relacionar eventos do passado de Dragon com acontecimentos atuais, e pelo suspense que houve no final parece que nos próximos livros da série podemos esperar algumas surpresas.

Para os fãs de HoN eu digo o seguinte: não se preocupem em comprar esse livro, embora ele seja uma interessante expansão do universo da Morada da Noite ele está longe de ser um bom livro.

Nota: 6.0

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Resenha - Morgan: O Único (Douglas Eralldo)

Título: Morgan: O Único.
Autor: Douglas Eralldo.
Editora: Literata.
Nº de Páginas: 160.
Sinopse: “Não! Eu não pedi para que isto acontecesse. Mesmo assim despertei donde jamais poderia ter despertado. Foi um sono intranqüilo, e o despertar mais tenebroso que uma pobre alma poderia ter. Não era mais o mesmo, mas estava ali, nem vivo, nem morto... Simplesmente estava ali, desperto!” Morgan, um homem de vida simples morre num trágico acidente dirigindo um infame Fusca Abacate. Mas tudo piora quando ele desperta exatos sete dias após sua morte. Então ele emerge da sepultura, transformado numa criatura horrenda e cheia de conflitos. Um agouro da coruja que testemunhou seu despertar prenunciou dias sombrios para Morgan e sua terra. Naquela noite um zumbi nasceu para o mundo. Nem morto, nem vivo, em uma nova e inesperada situação. Sem saber o que fazer, ou o quem era Morgan ressurgiu único com seus vermes para um novo mundo. Um mundo intolerante ao diferente. Um mundo com medo de mortos que teimam em não morrer, um mundo em que zumbis não podem amar! Não podem existir! Você já ouviu muitas histórias dos homens sobre mortos-vivos, é chegada á vez e ouvir a versão de um zumbi. Conheça Morgan: O único.


Parece que a literatura nacional ganhou mais um nome de peso, Morgan: O Único prova que os autores nacionais têm talento para escrever um livro de literatura fantástica de peso.

O autor deste livro, o Douglas é também dono do blog Listas Literárias, um dos meus preferidos em toda a blogosfera, e de vez em quando ele divulgava o seu livro “Morgan: O Único” por lá, eu achava a capa do livro muito bela e sinistra e a sinopse era muito instigante, então quando ele abriu vagas para blogs receberem o seu livro e resenharem eu logo me candidatei, e depois de ler o livro fico muito feliz de dizer que ele superou todas as minhas expectativas.

No início do livro, nós conhecemos um pouco de Morgan, que sofreu um terrível acidente e morreu, mas depois de 7 dias ressuscitou. O primeiro ponto positivo que eu percebi no livro era a sua narrativa, que era um tanto rebuscada e descritiva mas sem cansar o leitor, dessa maneira é possível imaginar nitidamente os cenários apresentados no livro e é possível ter uma idéia do estado em que Morgan despertou do seu sono “eterno”, sem falar que acrescentei várias palavras novas ao meu vocabulário.

Já li algumas resenhas sobre o livro e várias comentavam o quanto ficavam enojadas com algumas cenas do livro, mas eu não incomodei nenhum pouco com isso afinal é uma história com um zumbi como protagonista.

Acho que uma das coisas que mais gostei do livro foi o fato da história não se ater apenas aos clichês que vemos nos filmes de terror, claro que eles estão lá, mas tem alguns elementos originais que na minha opinião fizeram todas a diferença, como por exemplo o fato de Morgan não ser um zumbi irracional, ele usa seus instintos para sobreviver, como um leão ou um tigre, quando está com fome ele ataca, mas se estiver em perigo ele não vai imediatamente para cima do adversário, ele analisa se é melhor ficar e lutar ou é mais coerente fugir, sem falar que a capacidade dele de planejar vai evoluindo de acordo que os dias passam, e se torna um pouco racional, e consegue analisar melhor os acontecimentos ao seu redor, mas tudo de maneira verossímil, vocês não verão um zumbi dando uma Einstein. Eu gostaria de falar um pouco mais sobre as peculiaridades de Morgan mas acho que acabaria com o encanto da história se eu o fizesse.

Outro ponto que merece ser mencionado é como o autor desenvolveu tão bem a personalidade de Morgan a ponto de eu não saber se devo gostar ou odiar ele, como ele é comparado a todo o momento a um animal não dá realmente para odiá-lo mesmo que ele mate pessoas, ele mata quando está em perigo ou com fome.

A narrativa foi me deixando cada vez mais vidrado de acordo com que a história passava, li o livro inteiro em um dia, e a história conseguiu me surpreender até o final, eu não sabia o que o zumbi ou o que os moradores da cidade em que ele estava fariam em seguida, sem falar que a história começou de maneira bem simples, com um homem retornando dos mortos, mas no fim isso gera problemas gigantescos.

Não deixem de ler Morgan: O Único, o livro é escrito de maneira belíssima e consegue te prender do início ao fim. Leitura obrigatória para todos os fãs de zumbis.

Nota: 10

Booktrailer

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Resenha: As Freiras Que Só Ouvem Rock (Manoel Flor dos Santos)

Título: As Freiras Que Só Ouvem Rock
Autor: Manoel Flor dos santos
Editora: Clube dos Autores
Nº de páginas: 106
Sinopse: Em primeiro lugar, o título advém de três jovens moças que participam de um concurso de dança e adotam o nome de “As freiras que só ouvem rock” para o grupo. Este concurso é celebrado numa festa à fantasia, onde elas se vestem de freiras e depois participam do evento dançando músicas de rock. Mas tudo deixa de ser alegria quando na noite da festa, os seus respectivos namorados sugerem que todos eles roubem um bar.
O livro, na forma de romance, conta a história de seis jovens de classe média, que se adentram no mundo dos roubos. Eles tiveram boa educação, cursavam uma boa faculdade: motivos de sobra para serem pessoas sensatas; no entanto decidem cometer alguns crimes por puro divertimento. Mas não saíram impunes dos atos cometidos; a partir do momento em que escolheram cometer tais delitos, passaram a ser perseguidos pela polícia e por todos aqueles que se sentiram lesados. A vida deles se tornou em uma assombrosa corrida contra a prisão, sofrendo as maiores humilhações, onde a maioria das pessoas não enfrentaria durante uma vida inteira. 


Com ótima trama e bons personagens esse livro tinha tudo para ser inesquecível, mas devido à rapidez com que foi escrito ele acaba decepcionando muito e se tornando apenas uma obra para entreter no momento.

A premissa de As freiras que só ouvem rock é muito boa, jovens de classe média decidem embarcar na vida de crimes apenas pela diversão e então precisam enfrentar as consequências de seus atos. Este tema é bem atual e é tratado de maneira bem realística ao longo do livro, isso sem falar das outras sub-tramas contidas no livro, todos os jovens tem algum drama pessoal, como um tio abusivo, uma mãe superprotetora, e até uma gravidez que surge na metade do livro, esses conflitos dos personagens são muito reais e nos fazem refletir sobre a nossa própria vida, já que muitos deles são iguais ao de qualquer jovem.

O grande problema que me impediu de apreciar totalmente o livro foi a narrativa muito direta, sem se preocupar com detalhes, os fatos nos vão sendo jogados e não temos tempo suficiente para gostar dos personagens, nos importar com eles, e os conflitos entre eles e seus pais ficam mal explorados, sem falar que algumas cenas que deveriam ser muito tensas acabam não tendo muito impacto no leitor devido a rapidez com que é contada.

No entanto, esses defeitos citados podem virar qualidades quando o livro é lido por jovens entre 11 e 14 anos que ainda não adquiriram o hábito de leitura, e o próprio autor já confirmou que esse é o publico alvo dele.

Nota: 6.0

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Resenha: Memórias Póstumas de Brás Cubas (Machado de Assis)

Título: Memórias Póstumas de Brás Cubas
Autor: Machado de Assis
Editora: Scipione
Nº de páginas: 88
Sinopse: É após a morte que Brás Cubas decide narrar suas memórias. Nesta condição, nada pode suavizar seu ponto de vista irônico e mordaz sobre uma sociedade em que as instituições se baseiam na hipocrisia. O casamento, o adultério, os comportamentos individuais e sociais não escapam à sua visão aguda e implacável, nesta obra fundamental de Machado de Assis.









Memórias Póstumas é um livro um tanto fraco se for comparado com a outra obra de Machado de Assis, Dom Casmurro, mas mesmo assim consegue entreter o leitor do começo ao fim ao mesmo tempo que faz uma crítica, com muitas figuras de linguagem, à sociedade carioca do tempo do autor.

O livro de Machado já começa de maneira inusitada, um defunto contando sua história de vida, começando a partir de seu funeral, voltando pelos dias em que ele estava doente, e retornando até sua infância, a partir desse ponto a narrativa segue de maneira normal, e vemos o amadurecimento do protagonista, que era extremamente peralta e tinha grandes ambições de vida. Brás conta sua história de uma maneira que nos dá a impressão de que estamos falando diretamente com ele, pois a todo o momento ele interrompe a história e faz comentários filosóficos ou irônicos, tirando nosso foco do relato.

Cubas não é exatamente o que eu chamaria de modelo ideal de protagonista, embora ele seja uma boa pessoa ele é muito arrogante, festeiro, galanteador e até avarento, mas isso é apenas um reflexo da sociedade em que ele vive, por isso, mesmo não apreciando a conduta dele é bem interessante examiná-lo. O mais interessante de se avaliar são seus interesses amorosos, sempre havia algum motivo para seus romances não darem certo, fosse por causa de um simples defeito na perna (algo inaceitável para ele) até o fato de uma delas já ser casada.

Mesmo esta obra tendo vários pontos positivos a seu favor ela tem alguns defeitos que não permitem ela chegar ao nível excelente, como os vários vãos espalhados por ela, por exemplo, do nada o melhor amigo de Cubas, Quincas Borba aparece, some, depois reaparece de novo, e sem explicações do quando ele foi, por que foi e por que voltou, ele simplesmente aparece do nada (Oi? Coerência?). Sem falar que o último capítulo não conseguiu ser marcante como o fim de Dom Casmurro, ainda que contenha uma boa reflexão, afinal, quem lê o título da obra já sabe o destino de seu protagonista.

Enfim, Memórias Póstumas de Brás Cubas é um livro que com certeza merece ser lido, seu grande número de metáforas e a personalidade do protagonista permitem que o leitor faça várias reflexões durante a leitura. É um livro que acrescenta algo na sua vida.

Nota: 8.0

OBS: Vocês meus caros leitores talvez não saibam, mas Manuel Antônio de Almeida (autor de Memórias de um Sargento de Milícias) e Machado de Assis se conheceram, e Manuel até chegou a dar umas dicas de literatura para Machado, sabendo disso eu me pergunto, será coincidência os protagonistas dos dois autores serem tão rebeldes na adolescência?

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Resenha: Paixão (Lauren Kate)


Título:  Paixão
Autor:  Lauren Kate
Editora:  Record  
Número de páginas: 378   
Sinopse: Luce morreria por Daniel. E morreu. De novo e de novo. Ao longo do tempo, Luce e Daniel se encontraram somente para serem dolorosamente separados: Luce morta, Daniel deixado machucado e sozinho. Mas talvez não precise ser dessa maneira... Luce está certa que algo - ou alguém - em uma vida passada pode ajudá-la em sua vida presente. Então ela começa a jornada mais importante desta vida... voltando eternidades para presenciar em primeira mão seus romances com Daniel... e finalmente descobrir o segredo para fazer seu amor durar. Cam e a legião de anjos e Exilados estão desesperados para pegar Luce, mas nenhum deles está tão agitado quanto Daniel. Ele vai atrás de Luce através de seus passados em comum, com medo do que pode acontecer se ela reescrever a história. Porque então seu romance corre o risco de acabar... para sempre.



Bem eu estava completamente decepcionando com Tormenta e com a série Fallen em geral, mas Paixão conseguiu acender em mim de novo um pouco daquela ansiedade que eu senti no final de Fallen, embora, eu ainda ache que a série poderia ser bem melhor do que é.

Bem, desde o primeiro capítulo conhecemos as vidas passadas de Luce e as suas outras encarnações, ela viaja sem parar através dos Anunciadores de época em época tentando descobrir sobre a maldição que recai sobre ela e Daniel, pra mim os primeiros capítulos foram excelentes, porque Luce teve o azar de cair em dois dos momentos mais trágicos da história da humanidade, as duas guerras mundiais, e embora a narrativa de Lauren Kate seja um tanto cansativa, ela conseguiu descrever bem os cenários e consegue dar uma boa visão do que Luce está vendo para o leitor, e ela viu coisas bem horríveis. Mas depois de um tempo, as viagens começam a ficar um pouco cansativas, afinal o mesmo se repete, Luce não consegue nenhuma resposta e Daniel fica quase literalmente voando entre as épocas tentando achá-la, aliás nesse livro temos vários capítulos narrados por Daniel, o que causa uma aproximação com o personagem, que havia se tornado extremamente irritante no livro anterior, nós podemos ver realmente como o amor dele é grande e verdadeiro.

Como o livro se foca principalmente em Luce, suas vidas passadas e Daniel, quase não há aparições dos outros personagens, como Shelby, Miles, Ariane e Cam, mas há uma parte em que descobrimos mais sobre o passado de Cam e desvendamos como ele foi parar do lado do mal. Algumas perguntas são respondidas, mas várias outras continuam sem resposta, e sinto que a autora postergou o máximo que podia para deixar todas as revelações para o último livro, espero que ela não decepcione.

Nota: 7.0

Book Trailer

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Resenha - Tormenta (Lauren Kate)


Título:  Tormenta 
Autor:  Lauren Kate 
Editora:  Record
Sinopse: Quantas vidas você precisa viver antes de encontrar alguém que valha a pena morrer? Como consequência do que aconteceu na Sword & Cross, Luce foi escondida por seu namorado que é um anjo amaldiçoado, Daniel, em uma nova escola repleta de Nephilim, descendentes de anjos caídos e seres humanos. Daniel prometeu que ela estará segura aqui, protegida daqueles que querem matá-la. Na escola a Luce descobre o que as Sombras que a seguiram durante toda a sua vida significam – e como manipulá-las para ver dentro de suas outras vidas. Ainda assim, quanto mais a Luce aprende sobre si mesma, mais ela percebe que o passado é sua única chave para desbloquear seu futuro… e que Daniel não lhe disse tudo. E se a versão dele do passado não é bem como as coisas realmente aconteceram… e se a Luce era para estar realmente com outra pessoa?


Eu tinha a impressão de que a série Fallen iria se tornar uma das minhas favoritas, a maneira como o primeiro livro terminou me deixou super empolgado para o que estava prestes a vir, e todos os fãs falam que Tormenta é muito melhor que o primeiro. Pena que comigo não aconteceu o mesmo.

Eu logo percebi que a leitura nesse livro era mais agradável, não era maçante como em Fallen, mas durante todo o livro foi apenas isso, agradável, tinha algumas partes bem interessantes como as de Luce descobrindo como usar os Anunciadores para ver suas vidas passadas, mas, além disso, não havia nada que me deixasse vidrado no livro. Posso dizer que Daniel e Cam estão mais irritantes que nunca, eles simplesmente deixam Luce sem saber de absolutamente nada do que está acontecendo, e esperam que ela fique quietinha na escola Shoreline esperando eles voltarem, tudo bem que ela foi bem irresponsável nas vezes em que saía desprotegida da escola, mas entendo como ela devia se sentir, Daniel conseguiu se transformar no anjo mais lesado do qual eu já ouvi falar, Luce está reclamando bem menos nesse livro e agindo mais, tentando descobrir com seus novos amigos os segredos que ninguém lhe conta, o que eu adorei, tornou ela mais independente, passei a gostar dela de verdade. Senti falta de Ariane no início, mas ela foi substituída com louvor por Shelby, que embora seja detestável no começo se revela uma excelente amiga.

O final foi bem menos empolgante que Fallen, com o qual eu vibrei com aquela batalha do bem e o mal no final, mas nesse a batalha foi tão morna. Vou ler Paixão de qualquer jeito afinal já comprei o livro, mas já não espero muito dessa saga.

Nota: 6.0

Book Trailer

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Resenha - Fallen


Título:  Fallen 
Autor:  Lauren Kate 
Editora:  Record 
Número de páginas: 406 
Sinopse: Há algo estranhamente familiar em Daniel Grigori. Misterioso, ele captura a atenção de Luce Price desde o momento que ela o vê em seu primeiro dia no internato Sword & Cross, em Savannah, Georgia. Ele é o único brilho em um lugar onde celulares são proibidos, os outros alunos são toscos e câmeras de seguranças acompanham todos os movimentos. Mesmo que Daniel não queira nada com Luce, e faz com que isso fique bem claro, ela não consegue deixar pra lá. Atraída por ele como uma mariposa é atraída por uma chama, ela tem que descobrir o que Daniel está tão desesperado pra esconder, mesmo que isso possa matá-la.


Meu interesse por esse livro começou quando uma amiga recomendou-o pra mim, eu li a sinopse e realmente pareceu-me interessante, peguei-o emprestado dela e comecei a leitura, bem, senti uma pequena decepção quando eu estava lá pela página 40, pois eu esperava algo muito mais emocionante e misterioso, e o livro era bem parado, mas eu jamais abandono um livro então continuei.
           
A trama de Fallen se desenvolve bem lentamente, e podemos sentir a monotonia dos dias de Luce e também o seu sofrimento com tudo que está errado na sua vida, ela lamentava demais, mas relevei, afinal a vida dela realmente tinha ficado uma grande droga muito rápido, gostei muito da sarcástica Ariane, ela dava um pouco de cor aos dias de Luce, e tem o Cam, que embora tenha sido bem gentil com a protagonista desde o início eu nunca simpatizei com ele, Daniel era extremamente confuso, complicado e estranho, então não gostei muito dele também.
           
Tirando alguns acontecimentos fora do normal, como as misteriosas sombras que insistem em parecer no dia a dia da protagonista, a narrativa não tem algo que te deixe vidrado no livro, mas eu sentia que algo grande estava prestes a acontecer, e estava certo, depois da metade do livro o ritmo começa a acelerar, e mais ou menos nas últimas cem páginas nos surpreendemos com alguns personagens revelando seu verdadeiro lado, uma verdadeira batalha entre o bem e o mal, algumas questões vão sendo esclarecidas, mas as respostas levam a várias outras perguntas, deixando a trama mais densa. No final comecei a gostar de Daniel, mas fiquei com um pouco de raiva, pois ele deixou Luce e a mim com muitas dúvidas

Lauren Kate teve uma ótima ideia, mas só conseguiu torná-la interessante e desenvolve-la corretamente no final, e isso é um erro, porém, como o final foi realmente extraordinário, criativo e de tirar o fôlego, acho que compensa a ausência de ação da primeira metade do livro, e com certeza deixa um bom gancho para a continuação, que eu espero que seja melhor.

Nota: 8.0

Book Trailer

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Resenha - A Hospedeira

Título: A Hospedeira 
Autor:  Stephenie Meyer 
Editora:  Intrínsica  
Número de páginas: 560 
Sinopse: Nosso planeta foi dominado por um inimigo que não pode ser detectado. Os humanos se tornaram hospedeiros dos invasores: suas mentes são extraídas, enquanto seus corpos permanecem intactos e prosseguem suas vidas aparentemente sem alteração. A maior parte da humanidade sucumbiu a tal processo. Quando Melanie, um dos humanos "selvagens" que ainda restam, é capturada, ela tem certeza de que será seu fim. Peregrina, a "alma" invasora designada para o corpo de Melanie, foi alertada sobre os desafios de viver dentro de um ser humano: as emoções irresistíveis, o excesso de sensações, a persistência das lembranças e das memórias vívidas. Mas há uma dificuldade que Peregrina não esperava: a antiga ocupante de seu corpo se recusa a desistir da posse de sua mente. Peregrina investiga os pensamentos de Melanie com o objetivo de descobrir o paradeiro dos remanescentes da resistência humana. Entretanto, Melanie ocupa a mente de sua invasora com visões do homem que ama: Jared, que continua a viver escondido. Incapaz de se separar dos desejos de seu corpo, Peregrina começa a se sentir intensamente atraída por alguém a quem foi submetida por uma espécie de exposição forçada. Quando os acontecimentos fazem de Melanie e Peregrina improváveis aliadas, elas partem em uma busca incerta e perigosa do homem que ambas amam.


Digo com toda a certeza de que esse livro prova o talento de Stephenie Meyer, e se você tem algum preconceito com ela, aposto que com esse livro ele desaparecerá, embora eu seja fã de Crepúsculo, preciso admitir que esse livro é muito melhor que toda a saga, apenas Amanhecer, que na minha opinião é o melhor livro da série, consegue fazer um páreo a altura desse excelente livro.

O livro no início é um pouco monótono, pois ainda estamos conhecendo os personagens, que no caso são aliens habitando os corpos dos seres humanos, temos que ser um pouco pacientes para entender sua sociedade, pois Meyer não dá todas as informações de bandeja, algumas coisas você vai descobrir com o decorrer do livro. A espera vale à pena, pois como você viu na sinopse, a alien Peregrina e a humana cujo corpo ela está habitando, Melanie, saem em busca dos humanos refugiados, e é a partir daí que o livro melhora, Meyer dá atenção a cada personagem, descrevendo e desenvolvendo cada um, sem deixar que ele suma durante a trama, alguns, você ama, outros, você odeia, e quando eu sinto isso sei que foi porque a autora fez um bom trabalho.

O romance está muito presente em vários momentos da trama, mas eu consegui gostar mais do romance nesse livro do que em Crepúsculo, porque eu realmente gostava dos personagens, e além do amor romântico o livro explora outros tipos de amor, como o de Peregrina pela sua sociedade de origem e o que ela sentia pelos seus amigos humanos.

Meyer teve muito cuidado construindo cada cena do seu livro, cada vez que Peg (apelido de Peregrina) e Melanie corriam perigo eu ficava tenso, e cada vez que tinha um momento romântico eu podia sentir as ondas de calor emanando do livro.

Para finalizar só gostaria de dizer que os editores, ou quem quer que tenha sido o responsável pela tradução e publicação, tivessem um pouco mais de cuidado na hora da digitação, pois o livro tem vários de ortografia, e erros grotescos!

Nota: 10

Resenha - A Breve Segunda Vida de Bree Tanner


Título:  A Breve Segunda Vida de Bree Tanner 
Autor:  Stephenie Meyer  
Editora:  Intrínsica  
Número de páginas: 152  
Sinopse: Bree vive nas trevas, sedenta por sangue. Não conhece sua verdadeira natureza e não pode confiar nos de sua espécie. Sua breve história acompanha a semana que antecede o confronto definitivo entre os recém-criados e os Cullen - a última semana de sua existência.

ATENÇÃO, ESSA RESENHA PODE CONTER SPOILERS DO LIVRO ECLIPSE, CONTINUE POR SEU PRÓPRIO RISCO.





Estava ansioso para ler esse livro, afinal é um spin-off da Saga Crepúsculo contado por uma vampira recém-criada, e a idéia de ter um personagem com uma visão de mundo tão diferente de Bella narrando a história me atraiu, o livro era bem fino e barato então comprei-o e comecei a leitura.

No início gostei muito do livro, a leitura era muito gostosa então ela fluiu rapidamente, li 60 páginas em 3 horas, adorei os personagens e conhecer a rotina deles como recém-criados, pois, embora já soubéssemos como eles se comportam, é muito melhor quando você presencia esse comportamento pelos olhos da protagonista. Mas depois de um tempo a narrativa vai ficando arrastada, afinal Meyer é muito descritiva, e desenvolve em demasiado os sentimentos dos personagens, não que isso seja ruim, mas deixa o livro muito parado em alguns momentos.

O que eu mais gostei no livro todos foram os seus personagens, Bree, Diego e Fred são muito mais do que vampiros descontrolados sedentos de sangue como seus companheiros no bando, e queria que seus finais fossem diferentes, mas como já li Eclipse já sabia o que esperar. E se você pensa que odiava os Volturi antes, você vai passar a odiá-los muitos mais quando ler o que eles tramavam com Victoria e seu bando.

Para arrematar, julgo esse livro muito necessário para todos os fãs de Crepúsculo, pois ele é um ótimo complemento para o mundo criado pro Meyer e explica e mostra de maneira mais clara o comportamento dos recém-criados e de outros personagens da trama, só fiquei um pouco incomodado com o fato do livro não ter capítulos como divisão, então era difícil achar uma boa hora para parar de ler.

Nota:7.5

Resenha – Memórias de um Sargento de Milícias

Título: Memórias de um Sargento de Milícias
Autor: Manuel Antônio de Almeida
Editora: Ática
Número de páginas:152
Sinopse: Na história de Leonardo – que gosta muito mais de se divertir do que trabalhar – o autor faz uma irresistível e bem-humorada crônica sobre o cotidiano das classes baixas do Rio de Janeiro na época de Dom João VI.











Como Dom Casmurro me fez perder o meu preconceito com clássicos brasileiros resolvi ler este livro, pois ele estava perdido aqui no meio dos meus livros antigos de escola e podia ser jogado fora a qualquer momento.

Bem, a leitura até mais ou menos metade do livro é meio maçante, pois não há realmente nada de interessante para te prender a história, o autor descreve a história de Leonardo a partir de seu nascimento, citando como seus pais se conheceram e divorciaram, e como o pequeno Leonardo vai ficar aos cuidados do seu compadre. Nós precisamos familiarizar-mos com os hábitos e modos de falar da época, como a expressão “ter com ele(a)”, que aparece em inúmeras vezes, e significa falar com ele(a).

O livro só se torna interessante quando fala da juventude de Leonardo, pois isso traz temas como o primeiro amor, a morte, etc. O autor faz um bom trabalho mudando o foco narrativo durante os capítulos, embora o protagonista seja Leonardo, às vezes um capítulo é sobre seu pai, ou sobre sua madrinha, etc.

Sua narrativa é bem direta, e muitas vezes ele faz referências aos leitores, dizendo, por exemplo: “mas isso não é importante sabermos”, ou “vamos pular isso”, algo bem interessante porque eu ainda não tinha lido um livro em que o autor fizesse isso.

Enfim, Memórias de um Sargento de Milívias é um bom livro, pra quem gosta de livros simples e sem nada de especial, recomendo. 


Nota: 7.0